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Nos estudos sobre as religiões de matriz africana no Brasil, é comum a associação dos elementos envolvidos nas diversas práticas rituais às noções de "simbólico" e de "representação", mesmo nos trabalhos em que se pretende uma abordagem "desde dentro", bem como naqueles que ressaltam seus aspectos filosófico e epistemológico, entendendo-as como modos de conhecimento. No entanto, sabemos que o paradigma simbólico-representativo faz parte de uma tradição de pensamento de matriz ocidental que não necessariamente se coaduna com os modos de conhecimento e as filosofias inerentes às religiões de matriz africana. Esta fala, portanto, se insere no rastro destes estudos e propõe uma leitura crítica sobre o uso do paradigma simbólico-representativo na abordagem das religiões de matriz africana entendendo-as como modos de conhecimento do mundo e de suas relações, no intuito de pensar outros vieses e perspectivas de abordagem.