

Após sua primeira experiência, realizada como parte da JIPP/CEFET (Jornada Integrada de Pesquisa e Pós-Graduação do CEFET/RJ), os alunos do PPRER resolveram ocupar o espaço do campus Maracanã com três dias de programação somente voltada para o debate das relações étnico-raciais.
O tema "Políticas de Vida: Permita que eu fale, não as minhas cicatrizes" traz em seu cerne um debate muito relevante para o cenário que vivemos no Brasil atual: neste momento, é palpável e quantificável por diversas pesquisas que a morte, especialmente a morte de corpos racializados, tem ganhado mais espaço e se naturalizado a uma proporção exponencial. Para além do diagnóstico, já amplamente constatado, o que fazer nesse cenário? Como proceder em defesa do extermínio das juventudes negras nas favelas e de líderes quilombolas e indígenas? Quais caminhos possíveis diante do aumento da mortalidade infantil nas periferias? Que processos de resistência podem ser construídos diante da expropriação dos territórios indígenas? Como lidar com o silenciamento que assola nossa produções culturais? O que é possível construir nas escolas para caminharmos em direção a uma educação antirracista? Que imaginários podemos construir por meio da literatura, do cinema, do teatro para reconstruir o passado e o presente que foi e segue sendo roubado de nós?
Essas e outras perguntas servem como orientadoras para que pensemos caminhos e que as saídas passem necessariamente pelo protagonismo de negras/os e indígenas. "Permita que eu fale..." é um evento para falar sobre o que nós, enquanto povos historicamente silenciados, falamos. É um convite à reflexão sobre a nossa contribuição para a contemporaneidade.
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