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A coordenação do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-raciais tem a satisfação de convidá-lo para assistir à

 

DEFESA DE DISSERTAÇÃO

COM O TÍTULO

"Branquitude e política de cotas para docentes nas Universidades: uma análise a partir do contexto da Universidade Federal da Bahia"

Por: Marcos Napoleão do Rêgo Paiva Dias Filho

 

Resumo:

A presente dissertação buscou analisar as formas como a branquitude, racismo e privilégios operaram na execução da política de cotas para docentes na Universidade Federal da Bahia (UFBA), com olhar a partir da atuação do corpo técnico administrativo envolvido na operacionalização dos concursos públicos. Partiu-se da premissa de que a branquitude na esfera institucional atua impondo barreiras à efetividade da Lei nº 12.990/2014, lei de cotas dos concursos públicos, provocando a não convocação de cotistas no percentual definido pela legislação, a prática de segmentação de vagas por área de conhecimento e a imposição de barreiras discriminatórias à aprovação de cotistas negras/os. Foram para isso analisados todos os editais publicados após a obrigatoriedade das cotas raciais e verificadas situações de racismo institucional que podem configurar estratégias de burla da ação afirmativa na universidade. Somadas às análises dos editais, foram realizadas entrevistas com o corpo técnico-administrativo, nas quais observaram-se as dinâmicas da branquitude institucional sobre as provas da seleção. Nesse ponto ficaram configuradas as “barreiras discriminatórias invisíveis”, nas quais tem destaque as abordagens sobre a subjetividade racial das bancas examinadoras, o “medo branco” e a lógica meritocrática dos concursos públicos. O referencial teórico que subsidiou as análises, partiu da racialização dos/as brancos/as, com o debate sobre a raça branca, para trazer as contribuições das/os teóricas/os dos Estudos Críticos da Branquitude, a problematização do Privilégio Branco, o “Pacto Narcísico da Branquitude” teorizado por Cida Bento (2002a; 2002b), a configuração da Branquitude Institucional e o aporte dos estudos sobre as ações afirmativas do tipo cota racial. Nesse caminho teórico buscou-se articular os debates sobre branquitude com o monitoramento e avaliação das políticas públicas em articulação com o pensamento decolonial. Para isso a noção de colonialidade, com suas diversas perspectivas de dominação, foi dialogada com a configuração da branquitude e sua busca de manutenção do poder e perpetuação do racismo nas universidades públicas brasileiras.

 Palavras-chave: Branquitude. Cotas Raciais. Racismo Institucional. Políticas Públicas. Lei nº 12.990/2014

 

Banca Examinadora composta pelas/os Doutoras/es:

Prof. Dr. Dyego de Oliveira Arruda (Orientador - PPRER-Cefet/RJ)

Profª. Drª. Maria Cristina Giorgi (Examinadora interna - PPRER-Cefet/RJ)

Profª. Drª. Lia Vainer Schucman (Examinadora externa - UFSC)

 

Local, Data e Horário

Videoconferência: Plataforma Microsoft Teams

Link (Teams): https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3aNQDhAxOPQf80j9qSdYV2JlBZE_cnm4u4aDZRtbQPRpM1%40thread.tacv2/1670287404762?context=%7b%22Tid%22%3a%228eeca404-a47d-4555-a2d4-0f3619041c9c%22%2c%22Oid%22%3a%22cacb6bf9-ad9d-4179-ac55-4f7360688b92%22%7d

. 22 de dezembro de 2022.
. 15h