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Egressa do PPRER publica livro sobre influência europeia branca no mito de Yemanjá

Última atualização em Segunda, 04 de Janeiro de 2021, 13h56 | Acessos: 1296
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No último mês de dezembro, Celiana Maria dos Santos, egressa do PPRER, publicou o livro "A Rainha do Mar - quem é Yemanjá no imaginário dos pescadores do Rio Vermelho", pela Sagga Editora. O livro é resultado de sua dissertação de mestrado intitulada "Yemanjá, uma sereia? O mito africano no imaginário de pescadores do Rio Vermelho, em Salvador da Bahia", defendida no PPRER em 2013, sob a orientação do professor Sérgio Luiz de Souza Costa. O trabalho questiona a influência europeia branca sobre o mito africano de Yemanjá, que no Brasil é representado por uma mulher branca. Em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia online, publicada em 29 de dezembro de 2020, Celiana Santos afirma: “A representação de uma Yemanjá branca e em forma de sereia destoa diametralmente da imagem extraída por Pierre Verger nos antigos templos iorubas. Ou seja: o predomínio da cultura europeia segue fazendo escola, inclusive sobre as religiões de matriz africana”. O livro de Celiana Santos encontra-se à venda nos sites da Amazon e da Estante Virtual. Celiana Santos é pedagoga do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) – campus de Salvador – e professora da rede estadual de educação da Bahia (SEC/BA). A publicação de sua dissertação de mestrado em formato de livro é uma importante contribuição para ampliar o impacto social e o alcance das pesquisas desenvolvidas no nosso programa.

Para acesso à matéria jornalística do Jornal Tribuna da Bahia online, acesse:

https://www.trbn.com.br/materia/I30377/branquitude-de-yemanja-e-questionada-em-livro-dissertacao-de-pesquisadora-baiana?fbclid=IwAR1FKWdZVzOpaL2XXw6M8BX8hkH1hZwoN3ZXpVLtwwiRLJLpf-xGi8JG9E0 

 

Sinopse do livro:

No início da segunda metade do século XX, a necessidade de melhor compreender as relações sociais, após a Segunda Guerra Mundial, levava a UNESCO a patrocinar pesquisas comprometidas em traduzir como a utopia racial da sociedade brasileira - na qual seria possível inferir um cenário distinto daquele configurado pelos princípios ideológicos da Alemanha nazista - poderia se tornar capaz de legar lições de sua suposta convivência harmoniosa aos povos localizados nos mais diversos pontos do globo. Entretanto, o conceito de raça, que à época pautava as investigações, foi dando espaço a novos arranjos semânticos, sobretudo com a contribuição dos estudos culturais, resultando em postulados teóricos potentes que subsidiaram, por exemplo, as ideias de identidade e de representação.

  • Editora : Sagga Editora
  • Idioma: : Português
  • ISBN-10 : 6586555078
  • ISBN-13 : 978-6586555073
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