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Ser de Àṣẹ: a força ancestral dos Ìtàn, identidade e r-existência negra pelo terreiro

Última atualização em Quarta, 06 de Dezembro de 2023, 13h32 | Acessos: 1029

A coordenação do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais tem a satisfação de convidá-lo para assistir à

 

DEFESA DE DISSERTAÇÃO

COM O TÍTULO

"Ser de Àṣẹ: a força ancestral dos Ìtàn, identidade e r-existência negra pelo terreiro"

Por:

KIm Camargo Silva Gonzaga

 

Resumo:

Nesta dissertação, abrimos diálogos sobre a cosmologia iorubá inseridas no terreiro de candomblé Ilé Àṣẹ Ìṣẹ́gun Ọdẹ, situado no município de Guapimirim, no Rio de Janeiro, para refletir sobre como os Ìtàn (gênero literário iorubá) e suas epistemologias contribuem com novas formas de ser e existir para o sujeito negro adepto ao culto de òrìṣà. Assim, propomos um afastamento de leituras baseadas em dualidades como “certo” ou “errado” e defendemos a não generalização dos conhecimentos produzidos no referido terreiro como únicos. Com isso, ratificamos a responsabilidade e respeito para com outras casas de candomblé e independentemente das diferenças entre suas liturgias e filosofias africanas gestadas e aplicadas. Por isso, dedicamos o estudo desta dissertação nos conceitos iorubás expostos, a fim de criar diálogos menos reducionistas acerca da cosmologia iorubá existente nas práticas espirituais/religiosas de matriz iorubana. Com isso, é por meio da análise de produções realizadas por pesquisadores africanos e afro-brasileiros dedicados a esta temática e com as vivências e experiências praticadas e produzidas no Ilé Àṣẹ Ìṣẹ́gun Ọdẹ que construímos um percurso de convergência, expondo principalmente a importância da oralidade e da força ancestral na figura do Ìtàn. A questão em Ser de Àṣẹ nos leva à premissa de que algo constitui o sujeito negro adepto ao culto de òrìṣà e que faz parte dele em coletivo. Então, pensamos que a identidade negra desse participante e suas aprendizagens em terreiro para a construção das formas de vida nas quais a cosmologia iorubá está presente, movimenta sua potência ancestral em práticas de r-existência, que não são elaboradas apenas no viés do sofrimento e do racismo. Desta forma, evidenciamos como os Ìtàn e toda a produção iorubá e de terreiro permitem que o sujeito negro construa uma identidade amparada e ressignificada pelas histórias de seus ancestrais e como estas os auxiliam a construir narrativas de protagonismo e a experimentar outro modelos de vida, de viver e de estar no mundo em comunidade.

Palavras-chave: candomblé; cosmologia iorubá; oralidade; ancestralidade; humanidade

 

Banca Examinadora composta pelas/os Doutoras/es:

Prof. Dr. Roberto Carlos da Silva Borges (Orientador - PPRER-Cefet/RJ)

Profa. Dra. Aline da Fonseca Sá e Silveira (Examinadora interna - PPRER-Cefet/RJ)

Profa. Dra. Helena Theodoro Lopes (Examinadora externa - UFRJ)

Profa. Dra. Thula Rafaela de Oliveira Pires (Examinadora externa - PUC-Rio)

 

Local, Data e Horário

. Auditório V (bloco E, 5o andar - campus Maracanã)

. 15 de dezembro de 2023
. 9h

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