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Infâncias interrompidas - uma análise sobre as narrativas do genocídio da população negra em veículos da mídia hegemônica e contra-hegemônica no Rio de Janeiro

Última atualização em Segunda, 17 de Abril de 2023, 13h16 | Acessos: 881

A coordenação do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-raciais tem a satisfação de convidá-lo para assistir à

 

DEFESA DE DISSERTAÇÃO

COM O TÍTULO

"Infâncias interrompidas -  uma análise sobre as narrativas do genocídio da população negra em veículos da mídia hegemônica e contra-hegemônica no Rio de Janeiro"

Por: Vanessa Almeida da Silva

 

Resumo:

Em um contexto em que pessoas negras são mortas diariamente e sistematicamente, por meio de grandes violências gratuitas ou das violências cotidianas, é preciso refletir sobre o papel exercido pela mídia em relação ao assunto. Esta é uma pesquisa sobre como a cobertura do assassinato de Ághata Felix, uma menina negra de oito anos, morta na comunidade Fazendinha, no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, foi realizada por um veículo da mídia hegemônica - o Jornal Extra e por um veículo da mídia contra-hegemônica - o Alma Preta Jornalismo, ambos em suas versões digitais. Para buscar explicações e tentar entender como é possível uma criança negra ser morta no colo de sua mãe, quando tentava voltar para casa, contextualiza-se essa realidade por meio dos conceitos de racismo (GOMES, 2017; MUNANGA, 2010) e de antinegritude (PINHO, 2021) a partir da perspectiva afropessimista. Reflete-se ainda sobre o conceito de hegemonia a partir do pensamento de Gramsci, considerando que ela é algo que está em constante disputa, não sendo fixa e pré-estabelecida e necessitando inclusive de instituições que a sustentem. Entre essas instituições está a mídia, nesse caso a que é alinhada aos interesses da hegemonia, a chamada mídia hegemônica. Por outro lado, na tentativa de construir novos discursos está a mídia contra-hegemônica. Esta, segundo Moraes (2013), é a que está alinhada aos temas dos movimentos sociais. Utiliza-se Muniz Sodré (2014) para localizar a comunicação como uma ciência e como construtora do que conhecemos como o Comum. Os conceitos de necropolítica de Mbembe (2018) e de biopolítica de Foucault (2008) foram utilizados para buscar entender a política de morte à qual o povo negro vem sendo submetido ao longo da história mundial.

 Palavras-chave: necropolítica; mídias hegemônicas; mídias contra-hegemônicas

 

Banca Examinadora composta pelas/os Doutoras/es:

Profª. Drª. Maria de Fátima Lima Santos (Orientadora - UFRJ/PPRER-Cefet/RJ)

Prof. Dr. Fábio Sampaio de Almeida (Examinador interno - PPRER-Cefet/RJ)

Prof. Dr. Denilson de Oliveira (Examinador externo - UERJ)

Suplentes:

Profª. Drª. Talita de Oliveira (Examinadora externa - PPRER-Cefet/RJ)

Profª. Drª. Vanessa Ribeiro Teixeira (Examinadora interna - UFRJ)

 

Local, Data e Horário

Videoconferência: Plataforma Microsoft Teams

Link (Teams): https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3a6ed9381e6f1f4ee7882933b88c94a4c9%40thread.tacv2/1679083174687?context=%7b%22Tid%22%3a%228eeca404-a47d-4555-a2d4-0f3619041c9c%22%2c%22Oid%22%3a%223fba5180-d7a7-4b0c-bbe9-56573e016c68%22%7d 

. 26 de abril de 2023.
. 16h

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