Diversidade da porta pra dentro: uma análise da percepção de profissionais negros e negras sobre as ações de ESG em seus ambientes de trabalho
A coordenação do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais tem a satisfação de convidá-lo para assistir à
DEFESA DE DISSERTAÇÃO
COM O TÍTULO
"Diversidade da porta pra dentro: uma análise da percepção de profissionais negros e negras sobre as ações de ESG em seus ambientes de trabalho"
Por: Nathália Basil Gomes da Silva
Resumo:
O presente trabalho pretende analisar como profissionais negros e negras, alocados dentro de empresas com políticas declaradas de diversidade, enxergam as práticas adotadas e seus desdobramentos para o público interno (funcionários e funcionárias) e externo (clientes e parceiros (as)), como alinhados ou não com o discurso disseminado para o mercado. Partindo de uma conceituação teórica sobre raça e racismo, para compreensão de como essas construções sociais determinaram os papéis ocupados por negros e negras na sociedade, pautamos o debate a partir das discussões propostas por ALMEIDA (2021), HALL (1992; 2020; 2017), hooks (1989), KILOMBA (2019) e MBEMBE (2018). Para elucidar os desdobramentos históricos, que tem no centro do debate a branquitude e o branco enquanto norma, como os processos de eugenia e o mito da democracia racial, dialogamos com BENTO (2014), COSTA (2002) e NASCIMENTO (1978). A partir da elaboração desse contexto, buscamos avaliar com se dão as relações de poder na constituição social do país, onde o racismo apresenta ciclos de continuidade, mascarados pela noção de meritocracia e direitos individuais conquistados. Revelando as circunstâncias que edificaram o caminho até chegarmos aos debates sobre a agenda ESG, trazemos BOURDIEU (2007), CHAUÍ (1995), FOUCAULT (1990) e SOUZA (2017). Diante de um cenário de grandes mudanças e cobranças do mercado, com ameaças de cortes em investimentos para empresas que não se comprometam nas áreas sociais, ambientais e de governança, dialogamos com GOUVÊA E OLIVEIRA (2020) e PESTANA (2021) sobre o papel do Brasil, país formado por maioria negra e com um passado escravocrata com reflexos ainda hoje, em jogar luz no aspecto social de ESG, atentando para o recorte de raça. A partir disso, buscamos compreender como profissionais negros e negras, já inseridos no mercado formal de trabalho, percebem as movimentações que começam a ser realizadas, adotando a concepção da entrevista enquanto dispositivo enunciativo de DAHER, ROCHA e SANT’ANNA (2004), tendo como base a metodologia proposta por DAHER (2016). As análises foram feitas sob a ótica da análise do discurso, compreendendo os atravessamentos dos e das participantes, considerando os enunciados apresentados como elos de uma cadeia em constante construção, como sugere BAKHTIN (2020). Tomando como premissa a elaboração de um espaço discursivo, proposto por MAINGUENEAU (2015), trazemos Diniz et al (2021) e FANON (2008) para o debate de como esses sujeitos e sujeitas negras percebem essa proposta de diversidade interna, aplicada a seus ambientes de trabalho.
Palavras-chave: Diversidade; ESG; Estudos do Discurso; Inclusão; Meritocracia
Banca Examinadora composta pelas/os Doutoras/es:
Prof. Dr. Fábio Sampaio de Almeida (Orientador - PPRER-Cefet/RJ)
Prof. Dr. Dyego de Oliveira Arruda (Examinador interno - PPRER-Cefet/RJ)
Profa. Dra. Dayala Paiva de M. Vargens (Examinadora externa - UFF)
Suplentes:
Fernanda Ariane Silva Carrera (Examinador externo - UFRJ)
Prof. Dr. Alexandre de Carvalho Castro (Examinador intern - PPRER-Cefet/RJ)
Local, Data e Horário
. Auditório V (bloco E, 5o andar, campus Maracanã)
. 29 de março de 2023.
. 14h30min

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