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Blacks, bondes e bailes: narrativas e identidades no ambiente funk

Última atualização em Quinta, 28 de Janeiro de 2021, 02h42 | Acessos: 1098

A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-raciais tem a satisfação de convidá-lo para assistir à

D E F E S A    D E    D I S S E R T A Ç Ã O

 COM O TÍTULO:

"Blacks, bondes e bailes: narrativas e identidades no ambiente funk"

Por Jorge Márcio do Nascimento

 

Resumo:

O trabalho que ora se encontra nas mãos do leitor é uma análise da trajetória do Funk, a partir da perspectiva do Pan Africanismo, com base nas entrevistas a mim concedidas por cinco homens pretos, que frequentaram os ambientes Funk em diferentes momentos históricos e suas visões sobre estes períodos e ambientes. As diferentes experiências abriram as portas para trilhar o caminho que me possibilitou enxergar problemas concretos neste gênero, nascido das lutas contra a violência física e psicológica, provocadas pelo racismo nos EUA, como estas que estamos presenciando neste exato momento. Esta investigação contempla também a continuidade destes fenômenos no Rio de Janeiro, no contexto do período militar e do ressurgimento do Movimento Negro, quando ao mesmo tempo em que bebia na fonte vinda dos africanos em solo estadunidense, marcava sobre o gênero suas próprias digitais, a partir das suas experiências neste país. A história do Funk neste país passa por construções de identidades pretas no interior dos ambientes dos bailes Black, espaços em que entretenimento e consciência racial dialogavam e apontavam para a África, onde violentas convulsões sociais marcavam a luta pela emancipação política e cultural do continente inspirados nas propostas pan africanistas. Este processo de identificação positiva seria interrompido de forma sutil, porém brusca em razão de vários fatores que serão discutidos ao longo do texto e no lugar, nasceria outro ambiente, com uma atmosfera sombria, carregada de tensões e desconfiança mútua, que resultariam em brigas e mortos. Impactos violentos e decisivos que mudariam a vida de famílias e marcaria negativamente o gênero, quando jovens negros inseridos num outro contexto identitário tiveram suas vidas ceifadas em conflitos sem o menor sentido, a não ser para eles, que se olhavam como inimigos que deveriam se autodestruir, embora jamais tivessem a oportunidade de compreender o porquê daquelas guerras fratricidas. A criminalização do gênero veio em seguida, através da grande mídia que convenceu a população de um modo geral que aqueles jovens negros representavam uma ameaça à sociedade. Posteriormente iniciou-se sua nacionalização e por um peculiar processo: em paralelo a criminalização, nos bastidores de setores do entretenimento era gestada a captura do Funk, sua descaracterização e controle pelo mesmo grupo étnico que o criminalizou, objetivando apenas lucrar com o gênero, para que finalmente o Funk perdesse sua função original – a valorização da identidade negra – e se transformasse numa caricatura de si mesmo. E o pior: aqueles que mais sofrem estes terríveis efeitos físicos e psicológicos sequer desconfiam disso. Estas são, de forma concreta, as questões que analisaremos nas próximas páginas.

 

Banca Examinadora composta pelos Doutores:

Talita de Oliveira (Orientadora - PPRER-Cefet/RJ)

Carlos Henrique dos Santos Martins (Examinador interno - PPRER-Cefet/RJ)

Adriana Carvalho Lopes (Examinadora externa - UFRRJ, UFRJ)

 

Local, Data e Horário:

• Plataforma Zoom

Link: https://us02web.zoom.us/j/81150436080?pwd=Qy91STZrdy9lNjJvclV0eVEwbUs5QT09

ID da reunião: 811 5043 6080

Senha de acesso: 619857

• 10 de fevereiro de 2021

• 16:00

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