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RACISMO E REPRESENTAÇÃO: UMA ANÁLISE DAS NARRATIVAS DE TRAJETÓRIA PROFISSIONAL DE ADVOGADAS NEGRAS NO RIO DE JANEIRO

Última atualização em Quarta, 12 de Dezembro de 2018, 12h25 | Acessos: 2779

A Coordenadoria do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-raciais tem a satisfação de convidá-lo para
assistir à


D E F E S A D E D I S S E R T A Ç Ã O
COM O TÍTULO:


“RACISMO E REPRESENTAÇÃO: UMA ANÁLISE DAS NARRATIVAS DE TRAJETÓRIA
PROFISSIONAL DE ADVOGADAS NEGRAS NO RIO DE JANEIRO

Por
MARINA MARÇAL DO NASCIMENTO

Resumo

 

O número de advogadas negras tem crescido no Brasil, sobretudo com o advento das leis que estabeleceram as cotas raciais. Reconhecendo a desigualdade das relações raciais no Brasil (SANTOS, 2009), essa pesquisa tem como objetivo analisar as narrativas de cinco advogadas negras sobre a presença ou não, do racismo em suas trajetórias profissionais refletindo sobre representação e o poder judiciário. A hipótese de trabalho é que os estereótipos negativos ligados à mulher negra estão em conflito com a construção do imaginário social do profissional que atua em espaços de  poder, como ambientes jurídicos. Isso se legitima diante da perspectiva de que o pensamento ocidental formou-se a partir de uma estrutura patriarcal e branca (CÉSAIRE, 1978, p.28), tornando normativa a presença de pessoas com este perfil. Assim, busco compreender os impactos da presença negra feminina e protagonista ali. Para atingir os objetivos foram realizadas entrevistas por questionário semiestruturado com advogadas negras do "GT Mulheres Negras" da OAB do Rio de Janeiro. As entrevistas foram gravadas através de audiovisual e transcritas. A análise de conteúdo temática foi o meio de tratamento dos dados gerados nas entrevistas, com identificação e compreensão da conduta padronizada (DENZIN e LINCOLN, 2006). Um documentário foi produzido com as entrevistas. Os depoimentos exibem episódios de discriminação racial direta e indireta, diferença de tratamento e incômodo com a falta de representatividade. O fato de essas mulheres estarem em rede aponta para um processo de ressignificação do que SOUZA (2008) define como aquilombar-se, estratégias de resistência dos quilombos para manutenção da integridade social, cultural e física. Entre as cinco entrevistadas, quatro relataram terem sofrido episódios de discriminação racial ou de gênero, mas nenhuma delas teria encontrado conjunto probatório ou motivação suficiente para denunciá-los. Desse modo, é possível concluir que estar em rede permite-lhes o bem estar psíquico para que possam, em conjunto, pleitear melhoria nas condições de trabalho, apontando novas propostas para o direito lidar com correções às desigualdades sociais.

 

Banca Examinadora composta pelos Doutores:
Roberto Carlos da Silva Borges, Orientador - CEFET/RJ
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Luciana de Mesquita Silva - CEFET/RJ
Thula Rafaela de Oliveira Pires-PUC-Rio
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Local e data:
OAB-RJ, Av. Marechal Câmara, 150 - Rio de Janeiro - 4o andar, Plenarinho
17 de dezembro de 2018
10:00h

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