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Defesa de Tese - Fernando José Antunes (20/03/2026)

Última atualização em Quinta, 12 de Março de 2026, 14h04 | Acessos: 164

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA E TECNOLOGIA DE MATERIAIS - PPEMM

 

A Coordenação do PPEMM tem a satisfação de convidá-lo para assistir à

 

DEFESA DE TESE DE DOUTORADO

 

AVALIAÇÃO DA ADESÃO DE REVESTIMENTOS OBTIDOS ATRAVÉS DA TÉCNICA DE ASPERSÃO TÉRMICA PELO MÉTODO DE INDENTAÇÃO INTERFACIAL

 

Fernando José Antunes

 

Este trabalho avaliou a adesão interfacial entre um substrato de aço carbono SAE 1020 e três revestimentos produzidos por aspersão térmica por arco elétrico (FeCoCrNi, FeCr e FeCoCr). A metodologia empregou o modelo de Chicot et al. aplicado ao ensaio de indentação Vickers interfacial para estimar a tenacidade interfacial. A caracterização microestrutural foi realizada por microscopia óptica (MO) e microscopia eletrônica de varredura (MEV) com espectroscopia de energia dispersiva de raios X (EDS), incluindo processamento de imagens para avaliação de porosidade e óxidos e análise do alinhamento e da morfologia das trincas. As tensões residuais foram avaliadas por difração de raios X (DRX) nas regiões de revestimento, interface e substrato. A dureza (H) foi estimada por microdureza Vickers (HV), enquanto o módulo de Young (E) foi obtido por nanoindentação. Os valores de H e E alimentaram a razão (E/H)I do modelo de Chicot/Lesage. A microestrutura apresentou baixa porosidade e reduzido teor de óxidos. A tenacidade interfacial aparente (K), estimada pelo modelo de Chicot/Lesage, foi de 1,05; 1,10; e 1,17 MPa·m¹ᐟ² para FeCoCrNi, FeCr e FeCoCr, respectivamente, com a liga FeCoCr exibindo maior resistência à propagação de trincas. A microdureza variou de 808 a 978 HV, e o módulo de Young de 129 a 183 GPa. As tensões residuais compressivas de até −240 MPa na interface favoreceram a adesão, corroborando os dados de dureza. Os resultados experimentais confirmaram os dados numéricos obtidos por simulação pelo método de elementos finitos (MEF) no ANSYS, com desvios entre 1% e 11%, validando o método de indentação interfacial como ferramenta robusta e, neste caso, mais representativa que o ensaio ASTM C633 (tração direta), demonstrando-se como alternativa viável, simples e econômica ao ensaio normatizado.

Palavras-chave: Aspersão térmica; Arco elétrico; Indentação interfacial; Adesão.

 

Banca Examinadora:

Ricardo Alexandre Amar de Aguiar, D.Sc. (CEFET/RJ) (Orientador)

Hector Reynaldo Meneses Costa, D.Sc. (CEFET/RJ) (Coorientador)

Felipe do Carmo Amorim, D.Sc. (CEFET/RJ)

Humberto Nogueira Farneze, D.Sc. (CEFET/RJ)

Maria da Penha Cindra Fonseca, D.Sc. (UFF)

Gerônimo Perez, D.Sc. (UFF)

Data: 20 de março de 2026

Horário: 14h00min

Local: Plataforma MS teams

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