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Dissertações e produtos - PPRER

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A construção de identidades etnicorraciais dentro da metodologia proposta pelo Teatro do Oprimido, de Augusto Boal. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐ Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2014. 106p.                                                                                                                                                                 ¦ Na perspectiva da Lei 10.639/03, acreditamos que a arte possa ser um espaço privilegiado de criação e tomada de consciência dos alunos enquanto atores político/social(ais) que são, frente aos constantes conflitos construídos na história social brasileira a partir das relações étnico‐raciais, que imerge os sujeitos em uma cultura excludente e estruturada através de preconceitos. A exclusão social determinada pelo racismo, observada a partir da dimensão que o Teatro do Oprimido ao confrontar a relação “oprimido versus opressor”, e as várias outras facetas que escapam desse polo dualista, irão nos revelar os tipos de relacionamentos sociais que constituem uma das mais poderosas e perversas armas de controle e exclusão que a nossa sociedade ainda preserva, por agir na sombra da mitologia da democracia racial. Essa pesquisa propõe uma metodologia de ensino em teatro educação, para as relações etnicorraciais, que atenda a Lei 10.639/03, apresentando uma prática feita com jovens de 11 a 17 anos, parte em uma organização não governamental, e parte em uma escola de ensino formal, ambas na periferia da cidade do Rio de Janeiro. Dessa prática, foram recolhidos vários depoimentos sobre as experiências dos alunos após a prática do Teatro de Oprimido. Essas experiências foram registradas em “Diários de Bordo”, relatos esses que nos deram uma dimensão bastante objetiva do alcance dessa prática de ensino em suas Relações Etnicorraciais cotidianas.                                                                                                                                                                  ¦  Palavras‐chave: Arte‐Educação; Relações Etnicorraciais; Teatro do Oprimido.
file icon BAPTISTA, Ronaldo Pimentel. popular!Tooltip 23/09/2015 Acessos: 791
Da Pastoral Afro‐brasileira à Campanha da Fraternidade de 1988: uma análise discursiva das questões raciais no interior da igreja católica. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2014. 127p.                                               ¦                                                                                                                                        ¦ Esta dissertação tem como objetivo apresentar a discussão teórica sobre os conceitos de raça e, por meio desta, observar a construção discursiva do negro, e como ela se desdobra no interior da Igreja Católica, de maneira a demonstrar a constituição da Pastoral Afro‐Brasileira, inserindo‐a como parte dos movimentos negros no Brasil. Para tanto, lançamos mão dos conceitos de heterogeneidade discursiva e de dialogismo, emblemáticos na obra do pensador Mikhail Bakhtin (2003), bem como das noções de cenografia e prática discursiva propostas por Dominique Maingueneau (2011), dentro da Análise do Discurso. Empregou‐se como método de pesquisa a análise comparativa das duas cartilhas produzidas em virtude da Campanha da Fraternidade de 1988. A partir da contraposição destes documentos, obtivemos como resultado a constatação da divergência entre a Conferência Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB) e a Arquidiocese do Rio de Janeiro, no que diz respeito à questão racial, no interior da Igreja Católica no período abordado.                                                                                                                           ¦                                                                                                                                        ¦ Palavras‐chave:   Pastoral Afro‐Brasileira; Campanha da Fraternidade de 1988; Análise do Discurso.
file icon CADILHO, Carine da Costa.popular!Tooltip 26/05/2016 Acessos: 2647
O Negro  e o Mestiço na Pintura de Cândido Portinari da Década de 1930. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2015. 97p.                                                                                                                                                                                                                                             | Esta pesquisa tem por finalidade problematizar como o discurso racial se apresenta nas pinturas de Candido Portinari, aquelas classificadas como de cunho social e produzidas durante a década de 1930. Objetivou-se, também, discutir as possíveis reverberações da leitura das obras selecionadas para esta pesquisa na contemporaneidade, especialmente, no que tange as relações étnico-raciais no Brasil. Foram escolhidas, como norteadoras para o debate, nove obras do artista em que figuram o negro e o mestiço como personagens centrais, as quais relacionamos com os conceitos mestiçagem e trabalho. A pesquisa objetiva também verificar como o discurso racial da década de 1930 auxilia na manutenção do racismo na contemporaneidade, a partir da aparente valorização do negro e do mestiço no contexto político e social. Candido Portinari foi o artista que intelectuais como Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Mário Pedrosa consideraram o representante do “espírito” do Modernismo Brasileiro, pois estudou na Escola Nacional de Belas Artes e, após estada na Europa, optou em desenvolver sua obra com traços modernos, em que a “deformação” não significaria o desconhecimento do desenho, mas uma expressividade estética e social. Portinari também foi exaltado por ter sido um artista de reconhecimento internacional pela trajetória artística inovadora que realizou. Assim, as obras escolhidas do artista nortearam o debate sobre a representação do negro e do mestiço no contexto do modernismo brasileiro e do governo de Getúlio Vargas, e as indagações sobre a manutenção do racismo. Trabalhamos com autores que traçam uma perspectiva histórica e artística de Candido Portinari, como Annateresa Fabris e Carlos Zilio, e relacionamos seus apontamentos com questões do pensamento social brasileiro, cultura brasileira, identidade nacional e racismo com o que debatem Lilia Schwarcz, Kabengele Munanga, Renato Ortiz, Antonio Sergio Alfredo Guimarães, além de outros.                                                                                                                                                                      | Palavras-chave: Candido Portinari; Pintura Social; Relações Étnico-raciais
file icon CAETANO, Altair.popular!Tooltip 23/09/2015 Acessos: 1419
10 anos de promulgação da Lei nº 10.639/03: seus reflexos em uma comunidade escolar da periferia. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2014. 117p.                                                                                                                                                                                                      ¦ Esta pesquisa qualitativa tem por objetivo investigar como e se a Lei Nº 10639/03 contribuiu para modificar as representações sociais acerca da história, cultura e população negra. Considerando que em 2013 a Lei completou 10 anos de promulgação, a pesquisa investiga como os sujeitos têm percebido e recebido sua implementação na escola e se esta prática contribuiu para a construção de outras e/ou novas representações sociais sobre aspectos socioculturais negros e de relações étnico‐raciais e interraciais mais positivas. Neste sentido, a pesquisa estrutura‐se na observação dos “lugares” e na investigação bibliográfica e documental para a formação de referencial teórico inicial, que evoluirá na medida que mais conceitos e categorias forem necessárias para compreender os fenômenos sociais elencados por este estudo. ¦                                                                                                                                                                                                                                                                      ¦ Palavras‐chave: Lei 10639/03; Representações sociais; Relações étnico‐raciais e interraciais.
file icon CARDOSO, Paulo Cesar.popular!Tooltip 26/05/2016 Acessos: 969
Pelos caminhos do jongo em Barra do Piraí: cenário e práticas escolares. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2015. 86p.                                                                                                                                                                                                                                | Esta dissertação reflete sobre o caminho percorrido pelo jongo como uma prática cultural afro-brasileira no município de Barra do Piraí, de sua condição cultural familiar a patrimônio imaterial, considerando as implicações sócio, culturais, políticas, educacionais desse processo. Nossa pesquisa pauta-se na narrativa e na memória recuperada de duas professoras-participantes e investiga num cenário educativo específico como o jongo possibilita repensar práticas inclusivas e plurais com vistas à promoção das relações étnico-raciais no currículo. Tais objetivos nortearam nossa investigação. Tentar compreender se a cultura escolar é transformada pela implantação do projeto de jongo na realidade educacional observada é nossa questão de interesse. O desenho metodológico de nossa dissertação está dividido em dois momentos: uma pesquisa bibliográfica/ documental nos dois capítulos iniciais e um estudo de caso com foco na pesquisa qualitativa de base interpretativa nos capítulos finais. Na parte qualitativa, empregamos a entrevista semi-estruturada como instrumento gerador de dados, além disso, nos pautamos nos pressupostos da história oral para análise das falas e demais registros. As entrevistas foram gravadas com duas participantes: diretora e professora-jongueira da escola observada com o intuito de recuperar o percurso do jongo na região do Vale do Café e de desvelar práticas com o jongo na educação formal. Como considerações finais, evidenciamos que a prática do jongo no contexto pesquisado, embora ressignificada, preserva os saberes e os valores da cultura negra, numa dinâmica constante de permanências e transformações. O jongo na escola observada não é uma mera atividade para implementação da Lei 10.639/03, mas sim um processo natural e de tomada de consciência para dialogar com o marco legal, demonstrando a necessidade constante de criar alternativas para a formulação de novas práxis pedagógicas.                                                                                                                                                                                                                                                              | Palavras chave: Jongo; Práticas educacionais; Memória.
file icon COUTINHO, Dora Cyrino Leal.popular!Tooltip 23/09/2015 Acessos: 1901
A implementação da Lei nº 10.639/03 nas aulas de educação física escolar no município do Rio de Janeiro: perspectivas e possibilidades. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2014. 155p.                                                                                                                                                  ¦ A presente pesquisa estrutura‐se a partir da releitura crítica e reflexiva das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico‐Raciais e para o Ensino de História e Cultura Africana e Afro‐Brasileira, de 2004, e teve como objetivos: verificar, em documentos norteadores das práticas pedagógicas, quais são as indicações sobre a cultura corporal e cultura afro‐brasileira e africana, contidas nos mesmos; discutir e analisar os modos de implementação da Lei nº 10.639/03 pelos docentes de educação física na unidade escolar selecionada, pertencente ao sistema educacional do Município do Rio de Janeiro. A elaboração desta pesquisa teórico‐empírica, de cunho qualitativo, baseou‐se: em revisão bibliográfica, fundamentando os conceitos, como, por exemplo, cultura corporal, corpo e relações étnico‐ raciais; em análise documental, dedicada às principais leis e resoluções destinadas à Educação, como a Lei 10.639/2003, as DCNs supracitadas e a Resolução nº 1/2004; e na coleta de dados, proporcionada pela realização de entrevistas aplicadas aos sujeitos que conformam a realidade social selecionada. Investigou‐se a hipótese de que há uma secundarização da abordagem pedagógica das questões corporais nas orientações legais em torno de seus conteúdos (história e cultura negra e relações étnico‐raciais). Contudo, enquanto a análise destes documentos corroborou a pouca ênfase atribuída a essas questões, a pesquisa de campo demonstrou o quanto a educação física escolar, como prática pedagógica que aborda especificamente a cultura corporal, pode contribuir no processo de formação de sujeitos para o reconhecimento e a valorização da cultura e história afro‐brasileira, assim como para relações raciais mais igualitárias, respeitosas e não discriminatórias.                                                                                                                                                                                                               ¦  Palavras‐chave: Educação Física Escolar; Lei nº 10.639/03; Relações Étnico‐Raciais.
Currículo Mínimo de História da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro: quais são os espaços da história da África e do negro? (Lei nº 10.639/03). Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2014. 84p.                                                                                                                                                                                                                                                                           ¦ Esta dissertação tem o propósito de analisar o Currículo Mínimo de História da Rede Estadual de Ensino do Rio de Janeiro (CMH), percebendo quais foram os critérios da seleção de seus conteúdos, a receptividade deste CMH, e, avaliações da lei 10.639/03 ‐ História da África e da Cultura afro‐brasileira. A base teórico‐metodológica dos conceitos de Interculturalidade, de Colonialidade do Poder e Decolonialidade para esta investigação. Busca também, investigar quais foram os caminhos percorridos pelo Ensino da Disciplina História. Contudo, iremos verificar nos textos oficiais, a partir da Constituição de 1988, da LDBEN – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394/96; em 2007, pelos PCNs – Parâmetros Curriculares Nacionais (História), mas que somente no ano de 2003 com a Lei nº 10.639/03, que se torna obrigatório o ensino destes conteúdos e, posteriormente, a Lei nº 11.645/08, que determina o ensino da cultura Indígena. Assim, esta pesquisa, tem o objetivo de verificar em quais locais estes componentes curriculares que a Lei 10.639/03 determina estão presentes ou silenciados no Currículo Mínimo de História.                                                                                                                                                                                                                                    ¦ Palavras‐chave: Currículo Mínimo de História; Lei nº 10.639/03; Colonialidade.
file icon CUCCO, Marcelo Pereira.popular!Tooltip 23/09/2015 Acessos: 1108
De norte a sul no ensino da arte no Brasil a partir da análise do livro didático de artes do ensino fundamental. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2015. 117p.                                                                                                                                                                                        ¦ Esta pesquisa tem por finalidade verificar como o Livro Didático de História da Arte do segundo segmento do ensino fundamental opera no sentido de reafirmar a presença de um referencial europeu nas aulas de artes. Desse modo, pretendemos analisar de que maneira a arte e a cultura africana e afro‐brasileira estão localizadas na História da Arte que se ensina nas escolas brasileiras. Como viés teórico, trabalhamos com os estudos do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, que aponta para a existência de uma divisão entre o Norte e o Sul global, os quais se constituem a partir das relações de poder do sistema‐mundo moderno. Suas ideias são reforçadas pela percepção da existência de determinadas formas de pensamentos hegemônicos e ligados ao Norte e outros que são descartados por serem subalternos e associados ao Sul. Nesta dissertação, utilizamos o conceito de colonialidade, dialogando com intelectuais que analisam as relações do poder global a partir das margens, construindo outra perspectiva discursiva. Propomos, também, compreender de que maneira o livro didático tem se configurado como um importante artefato cultural, presente na cultura escolar e capaz de construir simbolismos através da universalização do currículo escolar. Nesse contexto, buscamos verificar como as estruturas de poder do sistema‐mundo moderno capitalista vem impondo um pensamento eurocêntrico no ensino da Arte no Brasil, como a educação brasileira vem privilegiando o pensamento científico em detrimento de outras formas de conhecimento, e como são apresentadas a arte e a cultura negra no livro didático de História da Arte do ensino fundamental.                                                                                                                                                                                                                                                               ¦  Palavras‐chave: Livro didático; Ensino da Arte; Colonialidade.
file icon D’ALMEIDA, José Ricardo.popular!Tooltip 23/09/2015 Acessos: 1353
O estereótipo do negro na telenovela Avenida Brasil. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2013. 78p.                                                                                                                                                                                                                                                                           ¦ Esta dissertação faz uma análise de alguns estereótipos raciais do negro presente na telenovela Avenida Brasil exibida em 2012 pela Rede Globo buscando compreender sua função política nessa narrativa da cultura de massa para a manutenção do modelo social brasileiro organizado sob uma estrutura de classes sociais associado a uma hierarquia racial com padrões de exclusão e inclusão com base num discurso racista cujos fundamentos são dados pela discursividade do estatuto colonial de representações sociais ou do discurso colonial. Para referenciar nossa fundamentação teórica nos valemos da teoria do discurso colonial de Homi Bhabha (1989) apresentados no capítulo teórico. A fim de contextualizarmos nossa análise tomamos como referências algumas personagens negras na literatura e na telenovela como construções estereotípicas tornadas figuras arquetípicas para as personagens atuais dessa narrativa folhetinesca que se constituiu numa produção de excelência técnica e mercadoria de exportação da cultura brasileira. Para essa contextualização são ainda apresentados três capítulos nos quais são feitos um resumo histórico da cultura de massa, do meio televisivo e da telenovela.                                                                                                                                                      ¦  Palavras-chave: Estereótipo colonial; Racismo; Telenovela.
file icon FRUTUOSO, Adelcides.popular!Tooltip 26/05/2016 Acessos: 817
Questões étnico-raciais no ensino de filosofia: análise de livro didático. Dissertação (Mestrado em Relações Étnico‐ Raciais) – CEFET, Rio de Janeiro, 2015. 97p.                                                                                                                                                                                                                                                        | Essa pesquisa reflete uma escolha, livre e consciente, por uma educação comprometida com a construção de uma sociedade mais democrática, por um ensino de filosofia crítico e em favor da liberdade, escolha que sempre demandará daquele que se propõe a tal ventura um esforço contínuo por compreender a realidade e os mecanismos que atuam na formação de indivíduos e sociedades. No Brasil, a prática dessa educação não pode olvidar os séculos de escravização negra que resultaram na construção de uma sociedade racialmente desigual, na qual o racismo perpetua as práticas de exclusão e opressão introduzidas pelo sistema escravocrata. No passado, a exclusão do negro foi produzida e reproduzida, também, por meio de políticas educacionais, contudo, atualmente, o país vem passando por processos de reconstrução e reafirmação da democracia, leis foram implementadas para desconstruir, também por meio de políticas educacionais, os mecanismos de opressão e promoção da desigualdade racial, sendo a Lei 10.639/03 um dos marcos desse processo. Nesse contexto de redemocratização do país, o ensino de filosofia foi reinserido no currículo escolar (Lei 11.684/08) com o propósito de contribuir para uma educação crítica e cidadã, promotora da autonomia e da democracia, em conformidade com a Lei 10.639/03. Distinguimos, nessa pesquisa, a prática da “Filosofia” de uma prática de “ensino de filosofia”, entendendo a primeira como uma atitude de busca e construção de conhecimentos crítico-racionais com fins a elevar o modo de vida humano, enquanto a segunda, como parte de um projeto político-educacional, com saberes e objetivos determinados com fins à consolidação de determinada estrutura de poder e governo. Filosofar sobre o ensino de filosofia a partir das leis 10.639/03 e 11.684/08 inclui, também, refletir sobre as estruturas de poder, práticas e mecanismos que atravessam o processo de ensino-aprendizagem. Com o objetivo de delimitarmos nossa pesquisa, viii selecionamos um elemento comum e determinante, tanto das referidas estruturas de poder, quanto dos mecanismos que orientam as práticas de ensino: o Livro Didático (LD), dispositivo centralizador de saberes, ideias, discursos e ideologias, que contribui para a formação de um perfil de educação e educandos. Ao problematizar a utilização do LD, dos textos e discursos promovidos por seu intermédio, transitamos pelo território da linguagem e da utilização da língua como instrumento de poder, que descreve e constrói realidades. Assim sendo, para que nossa análise pudesse alcançar níveis mais elevados de crítica e contextualização, diante do cenário social e racial no qual está inserido o ensino de filosofia, procuramos nos afastar de uma análise meramente conteudista, aproximando-nos e fundamentando-nos em teóricos da linguagem e analistas do discurso, dentre esses, Bakhtin (2000; 2004), Deusdará Rocha (2005) e Daher Giorgi (2009; 2012). A partir da materialidade fornecida pelas representações imagéticas do negro, presentes no Livro Didático de Filosofia (LDF), questionamos se o referido material cumpre as determinações previstas na Lei 10.639/08 e, concomitantemente, se o ensino de filosofia está em conformidade com os princípios de uma educação crítica, autônoma e promotora da democracia, como prevê a Lei 11.684/08.                                                                                                                                                                                                                      | Palavras-chave: Ensino de Filosofia; Relações Étnico-raciais; Livro Didático;
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