Dissertações e produtos - PPECM

DocumentosData de inclusão

Ordenar por : Nome | Data | Acessos [ Descendente ]
(Gustavo Antonio Montenegro Guttmann - Marco Antonio Barbosa Braga) Esta dissertação insere-se num projeto maior de trazer para a sala de aula questões filosóficas que permeiam a construção de teorias científicas. Nesse sentido, procurou-se inserir a dualidade infinitude x finitude através de discussões cosmológicas. Baseado no trabalho do filósofo Stephen Toulmin, onde ele defende uma evolução dos conceitos científicos, mostrou-se aos alunos a possibilidade de coexistência de teorias divergentes em torno do mesmo fenômeno. Toulmin defende que a teoria selecionada passa por crivos internos e externos a ciência para então se chegar a teoria vencedora. Foi feita uma pesquisa a partir de um teste prévio a aplicação de um paradidático onde se apresentou duas teorias contemporâneas sobre a origem do Universo. Após o trabalho em cima do paradidático foi realizado um pós teste afim de se verificar as mudanças promovidas pelo trabalho. Ao final se verificou que o percentual dos alunos que admitiam inicialmente que só pode haver uma explicação para um fenômeno diminuiu.
(Patricia Carrati Diniz Silva -  Alvaro Chrispino) A presente pesquisa visa ressaltar como a matemática pode contribuir para o melhor entendimento das questões ambientais. Busca-se que a escola cumpra o papel de preparar o educando para o exercício da cidadania, através do incentivo à preservação do meio ambiente e, concomitantemente, fazer com que a disciplina seja contextualizada e crítica, a fim de desponta-la como ferramenta para interpretar, avaliar, identificar e atuar no mundo. Para tal, foram preparados três módulos de atividades: 1) Tecnologia e Meio Ambiente; 2) Água; 3) Consumo de energia elétrica, ministrados em cinco encontros e aplicados a alunos do 8º ano regular de uma escola da Zona Norte do município do Rio de Janeiro. Os trabalhos iniciaram-se em setembro e foram concluídos em outubro, tendo sua culminância na Feira Cultura da escola, com uma exposição de trabalhos, entrevistas e palestra. Todos os encontros foram registrados. Conclui-se que os alunos não só compreenderam melhor sobre o Meio Ambiente, através da matemática, mas a matemática ficou mais compreensível através dos temas ambientais.
(ANDRÉ LUIS TATO LUCIANO DOS SANTOS - Maria da Conceição de Almeida Barbosa-Lima) Este trabalho de pesquisa e oriundo do acompanhamento e observação, em classe e extraclasse, dos alunos deficientes visuais matriculados no curso regular de Ensino Médio oferecido pelo Colégio Pedro II. Durante atividades envolvendo cálculos matemáticos, ligados as aulas de física, foi observada extrema dificuldade no desenvolvimento e registro de dados de algumas equações básicas pelos alunos cuja escrita e feita integralmente no sistema Braille. Tal dificuldade, muitas vezes, era disfarçada nas classes regulares devido ao “auxilio” fornecido pelos demais colegas, que ditavam respostas prontas, reforçando a dependência dos alunos deficientes visuais usuários do sistema Braille, retirando-lhes a autonomia na execução de tarefas e reduzindo seu valor nas atividades em grupo, mesmo não sendo essa a intenção. Durante a realização da pesquisa, também foi constatado que ha diferenças entre os sistemas de linguagem escrita de videntes1 e de deficientes as quais também afetam os diversos atos comunicativos estabelecidos no decorrer das aulas. Com o intuito de minimizar essas insuficiências pedagógicas de inclusão e integração escolar, foi pesquisado e elaborado, com acompanhamento continuo dos alunos usuarios do Braille, um material para equacionamento físico-matemático que possibilite a aproximação entre deficientes visuais e videntes, na realização de atividades que exijam equacionamento e analise de dados. Concomitantemente esse material de pesquisa permite a aproximacao da linguagem escrita de discentes e docentes videntes da linguagem escrita no sistema Braille. Somente através da produção de materiais que atendam as necessidades desses alunos, gerando igualdade de possibilidades, podemos ter um ensino realmente inclusivo. 1 – Aqueles que enxergam com os olhos
(BIANCA DA ROCHA E SILVA COLONEZE - Samuel JurkieNesta dissertação de Mestrado apresenta-se um produto educacional bem como uma pesquisa e análise de sua aplicação com uma turma de ensino médio técnico em eletrotécnica de uma escola federal no interior do Estado do Rio de Janeiro. O produto educacional referido é um módulo de aprendizagem e treinamento de funções trigonométricas, seno e cosseno, utilizando o software GeoGebra como ferramenta de auxílio para o ensino-aprendizagem desse assunto de tão difícil abordagem no modo tradicional. Ele é composto por um teste de nível, que foi aplicado antes e depois do trabalho desenvolvido, a fim de mensurar a melhora de conhecimento, e cinco fichas de trabalho a serem aplicadas no laboratório de informática. A turma pesquisada já havia estudado tal conteúdo em período anterior e a primeira aplicação do teste de nível comprovou a grande deficiência nessas funções. Tais alunos necessitam dominar o assunto para o bom andamento do curso, pois nas disciplinas de eletrônica é de extrema importância o domínio dessas funções e suas variações. Essa situação foi a motivação para a escolha desse tema. As atividades foram estruturadas a partir de uma interação da Teoria das Situações Didáticas com o método dos Van Heile, onde o aluno atua de forma ativa na construção do seu conhecimento devidamente guiado pelo material e amparado pelo professor. O uso do software, além de proporcionar manipulações impossíveis de serem feitas à mão livre, constrói um ambiente interativo com alunos motivados tornando a aula mais dinâmica e produtiva.wicz)
(Joel José de Medeiros - Sergio Eduardo Silva Duarte) Apresentamos uma proposta de introdução do movimento browniano no organizador prévio de um curso de termodinâmica voltado para o ensino médio, com seus conceitos e leis fundamentais interpretados microscopicamente. A organização dos conteúdos do curso é feita obedecendo a pressupostos da teoria da assimilação de Ausubel, com a expectativa de aprendizagem significativa. O objetivo do organizador é, através da consolidação para o aluno do modelo atômico da matéria, facilitar a aprendizagem significativa dos referidos conceitos e leis. O movimento browniano é inicialmente discutido em aulas expositivas-dialogadas, com viés histórico, e volta a ser abordado em aulas experimentais, conduzidas com proximidade da metodologia previsão-observação-explicação. Aplicamos essa proposta a alunos do segundo ano do ensino médio do CEFET/RJ. Essa aplicação é relatada e analisada. No questionário aplicado na fase de previsão da aula experimental, solicitamos aos alunos que representem em desenhos e palavras as suas previsões sobre os resultados de dois experimentos: um movimento aleatório identificável com o movimento browniano e a difusão de uma gota de leite na água. Os desenhos e as respostas dos estudantes são analisados, trazendo informações acerca de suas impressões sobre os fenômenos. Os experimentos são realizados e confrontados com as previsões dos alunos. Um software capaz de simular o primeiro experimento para uma ou mais partículas é apresentado, preparando um caminho que os conduz a relacionar os experimentos.
(Michelle da Costa Barros Coelho Guimarães - Dayse Haime Pastore - Rafael Garcia Barbastefano) O presente trabalho foi realizado em uma turma de Engenharia Mecânica do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ), formada por alunos ingressantes no 2º semestre de 2012, visando mostrar uma maneira mais eficaz de compreensão dos números complexos, além da associação e aplicação dos mesmos à geometria e, diretamente, à trigonometria. A história da matemática foi um recurso essencial, a fim de narrar a história dos números complexos e, consequentemente, a real motivação do surgimento dos mesmos. Com base na sua larga aplicabilidade, é evidente a importância da inserção do estudo dos números complexos não somente no ensino da Matemática no ensino médio, mas principalmente no ensino superior, especificamente nas disciplinas de Cálculo, construindo ideias e definições através da geometria. Para tal experiência, foram elaborados um questionário socioeconômico, um teste de nível e quatro atividades, os quais foram aplicados em três encontros. Na elaboração do trabalho proposto foi utilizado o modelo de Van Hiele e o Software Régua e Compasso, um software de geometria dinâmica bastante conhecido pelos matemáticos, mas não pelos engenheiros e estudantes de engenharia. A finalidade de apresentar os números complexos como um conteúdo de simples compreensão se faz primordial nas turmas de ensino superior, especialmente por ser fundamental na vida acadêmica e profissional desses estudantes.
(ANGELITA VIEIRA DE MORAIS - Andréia Guerra de Moraes) A defesa da introdução de tópicos de Física Moderna e Contemporânea (FMC) encontra-se presente nas pesquisas em ensino de ciências. Essas pesquisas apontam que a FMC permite trabalhar uma ciência mais atual, cujos temas remetem a artefatos ou situações mais comuns na vida dos estudantes, abarcando conhecimentos de diversas áreas. Esse panorama nos levou a escolher o tema energia para desenvolver um projeto pedagógico para a primeira série do Ensino Médio (EM). Para construir o projeto, foi desenvolvida uma pesquisa prévia com alunos de uma escola da rede federal, a fim de averiguar como esses alunos percebiam a relação entre o conceito moderno de energia e as diferentes disciplinas da grade curricular. Propôs-se analisar também, a visão que os discentes tinham sobre a ciência. Os resultados apontaram um caminho para o tratamento do tema: este deveria ser apresentado de forma a possibilitar um diálogo do conteúdo estudado em Física, com aqueles trabalhados na Química e Biologia, abordados, entretanto, através da evolução do conceito de energia. Assim, a História e Filosofia da Ciência (HFC) se mostrou como uma possibilidade para tratar o conteúdo, compondo a questão central dessa pesquisa: “Reflexões histórico-filosóficas em torno às discussões de transformação e conservação, desenvolvidas ao longo da história da ciência, podem ser um caminho para trazer ao ensino de energia, na primeira série do EM, discussões de FMC?”. A elaboração do produto, sua aplicação e análise dos dados obtidos através dos instrumentos de pesquisa compõem essa dissertação. Utilizamos como metodologia o confronto desses dados entre si e com as informações trazidas por trabalhos da área. Como resultado dessas etapas, obtivemos indicações positivas no que tange a inserção da FMC através da HFC. Sendo possível também, diagnosticar situações não favoráveis na estrutura do curso e propor novas estratégias para aplicações posteriores.
(Matheus Furtado da Silva Netto - Andreia Guerra de Moraes) Esta pesquisa busca explorar quais elementos uma sequência didática com um enfoque histórico-filosófico, baseado na ideia dos três eixos (GUERRA, BRAGA e REIS, 2013; MOURA 2014), pode trazer para um curso de Física Moderna e Contemporânea no sentido de fazer com que os alunos discutam questões referentes à Natureza da Ciência envolvida na construção do modelo do efeito fotoelétrico e a natureza da luz. Durante a construção da sequência didática avaliamos a utilização de duas ferramentas pedagógicas distintas: a primeira, denominada Narrativa Histórica (KLASSEN, 2006; SCHIFFER, 2012), que consiste em um texto literário que tem como umas das suas finalidades “abrir as portas” para uma abordagem histórico-filosófica; e a segunda, chamada de gráfico do tempo (FIUZA e GUERRA, 2012, 2013, 2014), que consiste em ferramenta que condensa a apresentação dos slides referentes ao conteúdo histórico em apenas uma única plataforma. A partir da análise de dados coletados após e durante a aplicação da sequência didática, destacamos que a prática elaborada conseguiu abordar os elementos da Natureza da Ciência selecionados e acreditamos que os alunos tenham acompanhado as discussões a respeito das virtudes e limitações dos modelos de luz apresentados.
(Carlos José Afonso Neto -  Marco Antonio Barbosa Braga - Glauco S. F. da Silva) Atualmente, há muitos trabalhos em que se discute o ensino, porém há relativamente poucas pesquisas sobre o Ensino Colaborativo. Nossa proposta foi discutir sobre a codocência num ambiente propício ao Ensino Colaborativo que foi o ambiente do Pibid, Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Para o desenvolvimento de nosso trabalho, acompanhamos um grupo de jovens aprendizes, todos bolsistas do Pibid e licenciandos de Física do CEFET/RJ, campus Petrópolis. Supervisionamos os bolsistas na aplicação de uma controvérsia simulada CTS, Ciência, Tecnologia e Sociedade, numa escola de educação básica da rede estadual. Incluímos o viés CTS para podermos discutir sobre a natureza da Ciência mostrando que esta, como é desenvolvida por seres humanos, está sujeita a crenças, valores e interesses. Procuramos investigar como os bolsistas perceberam o trabalho em conjunto, o seu próprio e o dos colegas de codocência no ambiente pedagógico. Como desenvolveram relações de confiança entre si e entre o supervisor do Programa e como isso pode desdobrar-se e representar aulas mais significativas para os alunos do ensino médio. Implementamos nossa pesquisa através do uso de um heurístico, que é um tipo de survey em que os bolsistas tinham que indicar semanalmente, o grau de frequência com que praticavam determinadas ações. Além desse acompanhamento, gravamos entrevistas nas quais os bolsistas justificaram seus procedimentos e as respostas ao heurístico. Alguns dos resultados obtidos apontam que, na percepção dos licenciandos, lhes era mais fácil identificar fatos relacionados sobre si mesmos e mais difícil sobre os seus parceiros da codocência. Nossa pesquisa mostrou o quão complexo pode ser fazer reflexão crítica, pois não se trata de algo simples, nem tão pouco trivial. A utilização da codocência mostrou ser um excelente caminho para fazer uma análise reflexiva sobre ensino e o processo ensino-aprendizagem. Como resultado foi construído um produto, o Heurístico da Codocência, que pode ser útil a Professores que desejem fazer uso do Ensino Colaborativo.
(REGINALDO RIBEIRO SOARES - Paulo de Faria Borges) Neste trabalho, desenvolvemos três textos para o ensino médio acerca da história dos movimentos - desde Aristóteles, trazendo pelas contribuições de Ptolomeu, Copérnico, Brahe, Kepler e Galileu - e uma aula experimental em que os alunos realizaram a experiência do plano inclinado de Galileu. Realizar as medidas de tempo manualmente é extremamente difícil, por isso introduzimos o microcomputador para colher dados, elaborar as tabelas de posição versus tempo e construir os respectivos gráficos. A atividade experimental é aberta, de modo que os alunos tenham oportunidade de explorar, testar e discutir soluções para todo o processo de medida, desde o uso dos sensores LDR nos sistemas de detecção até a construção dos gráficos utilizando uma planilha eletrônica. A fundamentação teórica para o desenvolvimento da proposta é a teoria cognitivista de Piaget e a teoria sócio-interacionista de Vigotski, na qual o desenvolvimento cognitivo não pode ser entendido sem referência ao contexto social, seus signos e instrumentos. Todas as atividades foram desenvolvidas para visar a uma perspectiva pedagógica moderna e testadas em sala de aula em três turmas de 1ª série do ensino médio do Colégio Agrícola Nilo Peçanha-UFF, em Pinheiral-RJ, em 2006. Com esse material conseguimos desenvolver os conteúdos de uma forma mais atrativa, com melhor envolvimento dos alunos e maior motivação por parte dos mesmos, permitindo a participação ativa na aquisição de informações e construção do conhecimento. Observamos que o microcomputador é uma boa ferramenta auxiliar no processo ensino/aprendizagem, e deveria ser visto como mais um aliado entre todos os recursos didáticos existentes, não como único e muito menos substituto do professor, a quem cabe cada vez mais o papel de orientador, estimulador e organizador de um ambiente propício para o processo de ensino/aprendizagem eficaz.
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 Próximo > Fim >>
JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL