DIPPG
CEFET/RJ - Av. Maracanã 229,
Bloco E, 5º andar, Maracanã,
20271-110, Rio de Janeiro, RJ
Brasil

+55 21 2566-3179
+55 21 2569-4495 (Fax: r.201)

dippg@cefet-rj.br

Dissertações defendidas

2016


GOMES, Miguel Angelo Castelo. Filozapeando: uma experiência filosófica de mediação à distância com o uso do aplicativo de celular whatsapp. Dissertação (Mestrado Profissional de Filosofia e Ensino) – CEFET, Rio de Janeiro. 2016. 133p

Resumo: Essa pesquisa tem por finalidade propor uma cartilha de orientação aos docentes em Filosofia, a ser compartilhada na internet, como síntese de uma experiência filosófica em mediação à distância, descrita no segundo e terceiro capítulos através do método de análise qualitativa e quantitativa, e que se utilizou do aplicativo de celular Whatsapp para, entre os dias 30/06/2016 e 07/07/2016, construir o grupo 'Filozapeando', uma comunidade virtual de aprendizagem ativa em um contexto tecnológico que determina a atual sociedade global, especificamente na área educacional.  Uma compreensão docente da questão, por meio do método teórico-bibliográfico, a partir do conceito de "Polegarzinha", criado pelo filósofo Michel Serres ao definir a juventude contemporânea na sua relação com a tecnologia móvel, especialmente o celular, permite a identificação de um novo ser e agir atuais, sugerindo a busca por uma experiência filosófica que leve mais em conta tal realidade. Assim, reafirma-se uma perspectiva que valoriza a utilização pedagógica da tecnologia móvel, através da mediação do professor de Filosofia em interação com discentes e docentes que dialogam e debatem à distância, via aparelho de celular, conceitos como Tecnologia, Tradição, Filosofia e Educação, e que provocam a busca pela construção de um conhecimento coletivo. Por fim, o texto apresenta uma contribuição específica à sociedade brasileira, com a publicação de produto didático no campo da formação de professores, pensado filosoficamente e baseado em erros e acertos no processo de mediação do grupo.


Palavras-chave: Filosofia; Tecnologia da Informação e Comunicação; Educação; Sociologia do Conhecimento.

 


GOMES, Rafael Alvarenga Lopes. Filosofia e Ensino através de personagens de literatura: um estudo de valores a partir de um catálogo de personagens. Dissertação (Mestrado Profissional de Filosofia e Ensino) – CEFET, Rio de Janeiro. 2016. 111p

Resumo: Este trabalho tem como objetivo a construção de um catálogo de personagens. Neste sentido, investigou-se através de personagens de literatura temas filosóficos apresentados a estudantes de ensino médio de modo a provocá-los para uma investigação filosófica. Neste sentido, toma-se como referência teórica o conceito de moral através da obra de Nietzsche, mais especificamente a partir de A genealogia da moral, de 1887. Assim, usando o método genealógico buscou-se refletir sobre como os personagens se relacionam com a crítica ao valor dos valores morais desenvolvida por Nietzsche. Para tanto, foi escolhido, entre eles, Simão Bacamarte do conto O Alienista, de Machado de Assis, de 1882, a fim de viabilizar a experiência prática  com duas turmas de nível médio do Colégio Estadual Pedro Braile Neto, em Resende/RJ. Nestas atividades o personagem machadiano foi usado para que se explanasse a crítica ao valor dos valores morais empreendida por Nietzsche, além de conceitos como transvaloração de todos os valores, moral do senhor e do escravo e conservação da espécie. Ao longo das observações feitas nesta prática, uma pergunta, que perpassa essa Dissertação, buscou resposta: será que Simão Bacamarte – e outros –, enquanto personagens da literatura, são filosoficamente provocativos? Sobre isso os resultados apresentaram o descontrole de respostas sinceras, que por vezes fugiram das expectativas. Por fim, como resultado desta caminhada, produziu-se, a título de material didático, um catálogo de personagens. Trabalho apresentado virtualmente, em forma de blog e também impresso, no qual personagens são sugestivamente associados a temas e autores de filosofia. O catálogo se pretende como alternativa ao ensino de filosofia. Através dele professores e estudantes terão um canal aberto para sugerir e criticar relações, bem como a possibilidade de perguntar e responder filosoficamente usando literatura.


Palavras-chave: Moral; Personagens da literatura; Crítica.

 


PACHECO, Angelica Lino. Aprendendo a escrever, ensinando a filosofar: uma experiência de alfabetização filosófica com jovens e adultos da EJA em Angra dos Reis. Dissertação (Mestrado Profissional de Filosofia e Ensino) – CEFET, Rio de Janeiro. 2016. 131p.

Resumo:A presente Dissertação de Mestrado pretende discutir a relevância da introdução do Ensino de Filosofia em turmas de alfabetização da Educação de Jovens e Adultos como possibilidade para criação de um espaço alfabetizador mais dinâmico e dialógico. Parte-se do pressuposto de que assim como o próprio discurso da EJA, fortemente ancorado numa perspectiva filosófica, a prática escolar voltada à Educação de Jovens e Adultos poderá valer-se da Filosofia como um dos caminhos para uma educação mais crítica, reflexiva e criativa. A solução apresentada nesse estudo, para uma primeira inserção da Filosofia em turmas de alfabetização em EJA, é a promoção de oficinas filosóficas com os referidos sujeitos, que foram pensadas e aplicadas levando-se em conta as especificidades do grupo em questão e que podem servir como um norteamento aos educadores que desejarem realizar um projeto de alfabetização filosófica. Para tanto, nas oficinas parte-se do conceito felicidade,valendo-se das perspectivas de Theodor Adorno e Freud,visando refletir sobre suas múltiplas perspectivas, experiências e possibilidades. Afinal, quando se trata da felicidade, parece unânime o desejo de possuí-la. Nesse sentido, discutir felicidade com os alunos da EJA é abrir as portas da sala de aula para um educar comprometido com a reflexão filosófica e, pretende-se argumentar, com a oferta de um ensino mais humanizado. Sendo assim, esse estudo nasce da necessidade de pensar a EJA filosoficamente e descobrir as possibilidades da Filosofia nessa modalidade. Não se pretende que a Filosofia redefina os rumos da EJA.  No entanto, tentou-se demonstrar sua potência no que diz respeito à superação de concepções e práticas problemáticas da Educação de Jovens e Adultos. Como resultados, algumas considerações e observações das repostas dos alunos às oficinas filosóficas foram apresentadas. Ao final da dissertação também disponibilizamos uma proposta de material didático embasada nesse projeto que tenta auxiliar professores no processo de inserção filosófica em turmas de alfabetização.


Palavras chaves: Ensino de Filosofia; Felicidade; Educação de Jovens e Adultos.

 

LOPES, Maria de Lourdes Bastos. Uma escola, um mestre, um material: a igualdade das inteligências na periferia carioca. Dissertação (Mestrado Profissional de Filosofia e Ensino) – CEFET, Rio de Janeiro. 2016. 89p.

Resumo: Consideramos elaborar um material didático para o ensino de filosofia endereçado a alunos de ensino médio da escola pública estadual na periferia do Rio de Janeiro. Descrevemos o processo de produção desse material que parte do pensamento de Jacques Rancière buscando relacionar o conceito de emancipação intelectual ao processo de construção do conhecimento e ao ensino de filosofia. Iniciamos por estabelecer os critérios relevantes à prática do pensamento filosófico que tomamos como pressupostos e elegemos os estudos que tomam o ensino de filosofia como problema filosófico, o que nos defronta com a relação intrínseca entre filosofar e ensinar filosofia.  Tomamos a aula como um acontecimento e a filosofia como ferramenta capaz de provocar uma nova relação com o conhecimento e partindo da igualdade das inteligências buscamos o papel formativo no processo de conhecimento. Em nossa argumentação destacamos que a elaboração de um currículo está estreitamente relacionada ao público a que se destina, e a partir daí defendemos uma atenciosa escuta para perceber a diversidade de oportunidades e situações presentes no espaço escolar e os entraves e entrelaçamentos existentes entre a filosofia e a sala de aula. Defendemos a necessidade de delimitar o fazer pedagógico a partir de um contorno mais amplo, destacando o vínculo entre escola e sociedade, percebendo o trabalho didático como uma totalidade, que abarca em suas diversas dimensões as possibilidades de uma educação emancipadora.  Desejamos assim, pensar a filosofia em sua relação com a pedagogia e com o currículo, entendendo nossa concepção de filosofia e de trabalho pedagógico como base para favorecer as trajetórias que construímos ao exercitar a filosofia com alunos do ensino médio.

Palavras-chave: Filosofia; Ensino; Emancipação.

 

2017


PAES, Luiz Claudio Esperança. O agir do pensamento e sua prática: uma dimensão fenomenológica. Dissertação (Mestrado Profissional de Filosofia e Ensino) – CEFET, Rio de Janeiro. 2017. 390p

Resumo: A possibilidade de estudar filosofia por uma perspectiva fenomenológica junto ao ensino médio é praticamente descartada no Brasil, pois, ao menos até agora, não se tem notícia de qualquer elaboração acadêmica com tal propósito. O esforço de nossa trajetória perpassa por questionamentos e pensadores na dinâmica de retornar a um lugar que sempre já estamos enquanto questão. No tocante ao agir do pensamento e sua prática a fenomenologia do fenômeno nos traz a mensagem que todo e qualquer fenômeno, enquanto fenômeno, já o é, desde sempre, fenomenologia. Ao se dizer fenomenologia, enquanto método de conhecimento, Edmund Husserl é o primeiro a ser lembrado. Mas foi Martin Heidegger quem pensou, desde os gregos, a verdade como retraimento no silêncio originário, o dizer misterioso da linguagem enquanto casa do Ser. Eis a questão fundamental na aprendizagem: querer retornar ao Logos para se compreender ‘filosofia e (seu) ensino’ é tendência desprovida de sentido por já, desde sempre, estarmos imersos nessa condição existencial. Dizer ‘filosofia e (seu) ensino’ é assumir o compromisso e a responsabilidade de sermos livres para pensar a radicalidade de que o ente – homem - é e sempre foi como é desde Ser. Convidar o docente do ensino médio para leitura não afasta o discente como destinatário principal. Como Apêndice à Dissertação é apresentada longa produção de material didático - O agir do pensamento e sua prática junto aos textos -, cuja elaboração tem o intuito de contribuir com o ensino-aprendizagem-filosófico no Brasil.


Palavras-chave: Pensamento; Prática; Fenomenologia; Filosofia; Ensino Médio.

 


PINHEIRO, Wagner de Moraes. A natureza da crise na educação como oportunidade do ensino de filosofia: uma proposta a partir de Hannah Arendt. Dissertação (Mestrado Profissional de Filosofia e Ensino) – CEFET, Rio de Janeiro. 2017. 101p.

Resumo: O trabalho apresenta a crise na educação como oportunidade para o ensino de filosofia enquanto uma resposta crítica do indivíduo. Apresenta-se a resposta crítica com base em três elementos: a reflexão como um diálogo compreensivo que atualiza as questões do pensamento para o lugar da crise; o diálogo com a tradição numa  crítica à crise e a oportunidade do surgimento de uma ação refletida como resposta crítica à crise. O caminho argumentativo tem como base o artigo de Arendt “A crise na educação”, voltado para o tema da crise. Tem-se como motor da resposta crítica à crise o exercício da compreensão. Tal exercício opõe-se à resposta preconceituosa e servil, que possuem o domínio e a doutrinação ideológica como seus principais participantes dessa resposta. Como produto da reflexão, desenvolve-se um manual de instrução programada que pretende apresentar uma alternativa para auxiliar no ensino filosófico, de modo a mediar a problematização da crise no diálogo com o texto e no debate filosófico com os outros alunos.


Palavras-chave: Crise; Hannah Arendt; Ensino de Filosofia.