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Anunciada a descoberta de rara espécie de dinossauro que viveu no Brasil

Última atualização em Segunda, 22 de Novembro de 2021, 21h22 | Acessos: 14

Anunciada a descoberta de rara espécie de dinossauro que viveu no Brasil

Pesquisadores do Museu Nacional e da Coppe (ambos ligados à Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ) e do Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (Cenpaleo - Mafra, SC) anunciaram nesta quinta, 18 de novembro, a descrição de uma nova espécie de dinossauro, batizada de Berthasaura leopoldinae. De porte pequeno, com aproximadamente um metro de comprimento, ele viveu no período Cretáceo, onde hoje está situado o município de Cruzeiro do Oeste, noroeste do Estado do Paraná. Seu nome é uma homenagem “tripla”, como destaca a professora Marina Bento Soares, do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional. "Bertha se refere à professora Bertha Maria Júlia Lutz (1894 - 1976), bióloga do Museu Nacional e uma das principais líderes na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras". A pesquisadora também explicou que o epíteto específico “leopoldinae” homenageia tanto a Imperatriz brasileira Maria Leopoldina (1797 – 1826), que foi uma grande entusiasta das Ciências Naturais e uma das principais responsáveis pela independência no Brasil, como também a escola de Samba Imperatriz Leopoldinense que honrou o Museu Nacional com o tema do seu desfile na Marquês de Sapucaí em 2018. O esqueleto de Berthasaura leopoldinae foi encontrado em escavações conduzidas pela equipe de paleontólogos do Centro Paleontológico da Universidade do Contestado e do Museu Nacional, em um corte de estrada rural em Cruzeiro do Oeste. A maioria dos dinossauros encontrados no Brasil podem ser divididos em dois grandes grupos: os saurópodes e os terópodes. Berthasaura é um terópode pertencente aos abelissaurídeos, importantes componentes das faunas do Hemisfério Sul (Gondwana) no período Cretáceo, destaca o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, que participou de algumas escavações em Cruzeiro do Oeste e é um dos autores do artigo. "Temos restos do crânio e mandíbula, coluna vertebral, cinturas peitoral e pélvica e membros anteriores e posteriores, o que torna "Bertha" um dos dinos mais completos já encontrados no período Cretáceo brasileiro". Mas, segundo Kellner, o que torna esse dinossauro genuinamente raro, é o fato de ser um terópode desprovido de dentes, o primeiro encontrado no País. A descoberta resultou na publicação de um artigo na revista científica Scientific Reports. Assinam o artigo os pesquisadores: Geovane Alves de Souza, Marina Bento Soares, Luiz Carlos Weinschütz, Everton Wilner, Ricardo Tadeu Lopes, Olga Maria Oliveira de Araújo e Alexander Wilhelm Armin Kellner.

Mais informações: www.nature.com/articles/s41598-021-01312-4

 

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